domingo, 8 de março de 2015

No dia 8 de março, o jornal O Imparcial apresenta a autora Jucey Santana e a Imortal da Academia Maranhense de Letras, Mariana Luz


Por: Patrícia Cunha 
Publicação: 08/03/2015 11:20

A imortal, membro da Academia Maranhense de Letras, Mariana Luz (10/12/1870 a 14/09/1960), cidadã itapecuruense, tem sua obra reconhecida por meio de outra, o livro Marianna Luz: Vida e Obra e Coisas de Itapecuru-Mirim, de autoria de Jucey Santos de Santana, bacharel em Direito, pesquisadora e membro da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes, e principalmente, admiradora da obra da educadora, poeta, teatróloga, oradora e escritora Mariana Luz.

O livro de 450 páginas ficou pronto depois de quase cinco anos de pesquisa e foi lançado em dezembro do ano passado na Academia Itapecuruense de Ciências Letras e Artes.

Dividido em três partes, a autora aborda inicialmente a biografia da poeta, na segunda parte a obra de Mariana, além de crônicas escritas para ela ou sobre ela. A terceira parte é constituída de dezoito recortes da história de Itapecuru-Mirim como locais, festas, fatos e moradores. Poesias, recortes, fotos, e outros recursos são utilizados no livro, que tem prefácio de Inaldo Lisboa, escritor itapecuruense.

A obra foi toda baseada em pesquisas em jornais e outros documentos sobre a poeta, que teve grande projeção nas artes plásticas, cênicas e também na literatura em âmbito estadual e nacional, mas segundo a autora morreu pobre.

“A Mariana foi professora do meu pai, também do presidente da Academia Maranhense de Letras, Benedito Buzar, só para citar alguns, foi a segunda mulher a ingressar na AML nos idos de 1948 e me inquietava muito que as pessoas não a conhecessem Daí resolvi escrever sobre a importância dela e apresentá-la para as pessoas que não a conheceram”, conta Jucey Santana.

Jucey quis resgatar o quanto de humana e generosa existia na figura da poetisa, mesmo não a conhecendo. Em suas pesquisas debruçava-se sobre a história daquela mulher e descobriu uma Mariana diferente. “A pesquisa me revelou uma Mariana alegre, extrovertida, dinâmica, versátil, empreendedora, ousada, que transmitia a sua paixão pelas letras e pelas artes mesmo nas horas da maior adversidade”, revela Jucey.

A autora destaca que o diferencial de Mariana Luz para outros grandes expoentes do Maranhão, é o fato da poetisa sempre ter vivido em Itapecuru, auxiliando na educação de várias gerações de conterrâneos, tendo produzido toda sua obra literária na sua cidade natal, muitas vezes falando do cotidiano das pessoas amigas, vizinhos, alunos, autoridades, figuras ilustres.

A obra de Mariana Luz, ficou muito tempo na obscuridade, por falta de condições financeiras da autora, para sua publicação. Na década de 1940, com o apoio do Centro Acadêmico Clodomir Cardoso da Faculdade de Direito do Maranhão em conjunto com Orbis Clube de São Luis, foi publicado o seu livro “Murmúrios” com pequena tiragem e responsável pela sua indicação à AML. “Nessa época a Academia Brasileira de Letras não tinha nenhuma mulher, então ela foi precursora, era uma mulher à frente do seu tempo. Dentre os mais de 400 membros da Academia Maranhense de Letras havia só oito mulheres e ela foi uma delas”, lembra Jucey completando que Mariana era mulher de luta e que apenas aos 70 anos teve o primeiro emprego.

“Murmúrios é bem uma coletânea de versos de vários períodos da minha existência. Nele está bem clara a história da minha vida literária, se é que eu a tive realmente. E este prêmio, que os altos valores da intelectualidade maranhense me concederam eu agradeço de todo coração”. “Muito me sensibilizou a minha eleição para o mais ilustre sodalício ateniense”. Trecho retirado de uma entrevista concedia a O Imparcial em 10 de maio de 1949 e que está no livro.

“Faleceu sem ter sua obra publicada, apesar de ter sido uma mulher muito importante. Na área literária era uma unanimidade no final do século XIX e início do século XX, era correspondente de vários jornais, então o objetivo é oferecer uma contribuição para o estudo de Mariana Luz e da literatura maranhense”, diz Jucey Santana. 

Sofrimento, solidão e tristeza

São os temas muito explorados pela autora. “Uma tristeza vaga, indefinida”, “Esta vida falaz e amargurada”. “A angústia, o mal a que ninguém se exime”. Em entrevista a poetisa confirma: “Prefiro Escola Antiga, porque me parece agradar mais ao coração. Está mais condizente com a minha alma sofredora”.

A sua poesia era geralmente cheia de mágoa, mas também escreveu contos, dramas e comédias. Em sua casa montou um Grupo Teatral. Ela atuava como autora e também encenava, participando do elenco. As peças eram bastante procuradas, em uma época que não tinha cinema, constituíam o maior entretenimento na cidade.


INSERT 

Ficha Técnica
Livro: Marianna Luz: Vida e Obra
Autor: Jucey Santana
Pág: 456


ACESSO: JORNAL IMPARCIAL 
http://www.oimparcial.com.br/app/noticia/impar/2015/03/08/interna_impar,168144/livro-marianna-luz-vida-e-obra-e-coisas-de-itapecuru-mirim-retrata-a-poeta.shtml 

sexta-feira, 6 de março de 2015

Rota das Emoções: um trajeto irmão da região da Balaiada

I SALÃO DE TURISMO DA ROTA DAS EMOÇÕES

Parnaíba (PI). O I Salão de Turismo da Rota das Emoções, cuja abertura aconteceu ontem no Porto das Barcas, em Parnaíba (PI), será fundamental para aumentar o fluxo turístico e, consequentemente, a geração de emprego e renda nos 14 municípios que integram a roteiro no Ceará, Piauí e Maranhão. Isso por conta da presença maciça de empresários de todo o Brasil no evento. Eles foram conhecer o projeto para fechar negócios e, assim, divulgar os destinos por meio da venda de pacotes.








Organizada pelo Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas do Estado do Piauí (Sebrae-PI),com apoio do GOVERNO DO PIAUI e prefeituras do litoral,  a primeira edição do evento traz ao público uma programação intensa que inclui amplo espaço para a comercialização, direcionado a quem busca firmar parcerias. Ao todo, são 47 estandes envolvendo 86 empreendimentos. Fazem parte do grupo dos potenciais compradores 96 empresas, sendo 25 operadoras de turismo de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Tocantins, Rio Grande do Sul, Pará, Minas Gerais e Santa Catarina. Além de outras que atuam no Ceará, Piauí e Maranhão, mas que ainda não comercializam pacotes para o roteiro. Já no lado dos vendedores estão representantes de hotéis, restaurantes e demais segmentos turísticos.

Metas


Para o coordenador regional da Rota das Emoções e gerente da Unidade de Comércio e Serviços do Sebrae-PI, Gilson Vasconcelos, o contato com novas empresas nacionais a partir do evento é indispensável para que metas ligadas ao projeto sejam cumpridas até 2015. Dentre os desafios, por exemplo, está uma geração de renda estimada em R$ 114 milhões. Deste valor, R$ 35,9 milhões já foram arrecadados no ano passado, beneficiando toda a cadeia de turismo ligada direta ou indiretamente à rota.

A Rota das Emoções também pretende ampliar em 30% a oferta de produtos do roteiro até 2015. Há, ainda, a intenção de incrementar em 20% o número de operadores parceiros; elevar em 40% o total de empreendimentos atendidos; ampliar a formalização das micros e pequenas empresas em 25%; e aumentar em 20% ao ano o número de clientes ao ano.

Vida própria
À frente da Rota das Emoções desde 2005, o Sebrae deseja que o projeto ganhe autonomia. De acordo com Gilson Vasconcelos, embora a instituição tenha intenção em defender a ação por mais três anos (de 2015 a 2018), o trabalho não será eterno. "Temos que focar na autossustentabilidade do roteiro por meio dos empresários e das administrações dos 14 municípios envolvidos, que já estão fortalecidos. Se, no futuro, o Sebrae sair do projeto, a Rota das Emoções terá vida própria", destaca.

Estrutura

O I Salão de Turismo da Rota das Emoções segue até hoje e conta com espaços destinados à mostra do turismo, comercialização e lançamento de novos produtos turísticos (com destaque para o artesanato), palestras, debates, apresentações culturais, entre outras atividades. Cada estado tem uma tenda para expor os destaques dos 14 municípios. Os roteiros complementares à rota também são contemplados, como a Costa dos Ventos, no Ceará, que abrange Caucaia, São Gonçalo do Amarante, Paracuru, Paraipaba e Trairi.

FIQUE POR DENTRO

14 municípios ligados em três estados do NE
A Rota das Emoções envolve paraísos naturais como o Parque Nacional de Jericoacoara (CE), a Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba (PI) e o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA). O roteiro que liga os três estados do Nordeste brasileiro apresenta ecossistema variado, próprio para a prática de esportes náuticos. Também é obrigatório para os amantes do ecoturismo. A rota é resultado do projeto da Rede de Cooperação Técnica para a Roteirização (1ª edição), implementado pelo Sebrae e Ministério do Turismo. Desde 2005, lideranças locais, empreendedores e entidades trabalham unidos para o desenvolvimento integrado da região. Em 2009, foi eleita o melhor roteiro integrado turístico do País, concedido pelo Ministério do Turismo. Desde o ano passado, o Sebrae trabalha o projeto e seus Novos Desafios, que traça metas a serem alcançadas até 2015.

FONTE: http://www.turismo.pi.gov.br/pt-br/noticia/i-salao-de-turismo-da-rota-das-emocoes-72 
IMAGENS: 
https://rotadasemocoes.wordpress.com/rota-das-emocoes-delta-do-parnaiba-jericoacoara-lencois-maranhenses/ 
http://www.caravelasturismo.com.br/#!rota-das-emocoes/cul9 

quinta-feira, 5 de março de 2015

Guerra de Canudos 4: Parque Histórico de Canudos

canudos.jpg

Canudos é referência nacional quando se fala em turismo cultural.
Palco de uma das mais sanguinárias batalhas da História do Brasil, Canudos é referência nacional quando se fala em turismo cultural. No Parque Histórico, uma reserva ecológica, militar e arqueológica em meio à caatinga, é rememorada a grande guerra. Com uma área de 1.300 ha, o lugar preserva importantes sítios históricos, como o Riacho da Umburana, a Serra do Cambaio e a Serra do Angico, além do Vale da Morte e a lendária Lagoa do Cipó, conhecida como a Lagoa de Sangue, por conta da morte de mais de 300 jagunços, seguidores de Antônio Conselheiro.

FONTE: http://bahia.com.br/roteiros/parque-historico-de-canudos/ 


Guerra de Canudos 3: Os caminhos de Conselheiro

Museu de Canudos Velha Foto Rita Barreto (3894).JPG
Antônio Conselheiro nasceu em Quixeramobim, no Ceará. Em 1870, iniciou peregrinação por diversas cidades do interior do Nordeste. Até fundar o povoado de Belo Monte (primeira Canudos), em 1893, o beato arregimentou seguidores por onde passou. Além das pregações que fazia em cada localidade, o Conselheiro e seus seguidores construíam igrejas e cemitérios. 
Na Bahia, o beato deixou sua marca em vários municípios, onde construiu igrejas (Crisópolis, Biritinga, Itapicuru, Rainha dos Anjos, Aporá, Olindina, Nova Soure, Chorrochó, Esplanada e Canudos) e cemitérios (Timbó, Entre Rios, Ribeira do Amparo, Aporá, Itapicuru e Canudos). 
 Para fazer o roteiro do Conselheiro, quem partir de Salvador deve seguir pela BR-101 até Alagoinhas, distante 119 km da capital baiana. A partir daí, inicia-se o caminho percorrido pelo Conselheiro na região Nordeste da Bahia.
Itapicuru
Ao pisar em solo baiano, em 1876, o beato e seus seguidores instalaram-se em Itapicuru, município que faz fronteira com o estado de Sergipe. Ali, os conselheiristas ajudaram o padre Antônio Agripino da Silva a erguer a paróquia local, iniciada em 1869, e que deu origem à atual Igreja da Matriz.

 No povoado de Rainha dos Anjos, ele e seus seguidores trabalharam para restaurar uma pequena capela. A primeira notícia de jornal sobre o beato dá conta da sua passagem pelo povoado.

 Acusado de ter matado sua mãe e esposa, o Conselheiro foi preso em Itapicuru e levado de volta ao Ceará. Conseguiu provar sua inocência e retomou seu périplo pelo sertão nordestino, voltando à Bahia em 1880.

Crisópolis


A área onde está erguida Crisópolis integrava o município de Itapicuru e seu povoamento iniciou-se na segunda metade do século XIX, por fazendeiros que ali se estabeleceram e formaram as fazendas Dendê de Cima e Dendê de Baixo. 

Com a chegada de Antônio Conselheiro, em 1880, formou-se o povoado de Bom Jesus, onde o profeta do sertão construiu uma igreja e um cruzeiro, concluídos em 1892. 
 A sede, criada com o topônimo de Bom Jesus, em 1898, foi alterado em 1938 para Crisópolis, quando o povoado foi elevado à categoria de cidade. Atualmente o município tem como distritos importantes o Buril e o Pinto.

Aporá
Em Aporá, o Conselheiro e seus seguidores construíram uma igreja e um cemitério. O município faz limite ao norte com Crisópolis, ao sul e a oeste com Inhambupe, a leste com Esplanada, a nordeste com o município de Acajutiba, a noroeste com o município de Olindina e a sudeste com o município de Entre Rios; todos esses municípios foram percorridos pelo Conselheiro.
Chorrochó


A pequena povoação formada por casebres, que integrava o município de Curaçá, só se desenvolveu com a chegada de Antônio Conselheiro, que construiu uma igreja, mais tarde dedicada ao Senhor do Bonfim. Criado em 1919, foi extinto em 1924, sendo novamente anexado a Curaçá. Em 1952, foi novamente elevado à condição de município. 

O município de Chorrochó tem alguns atrativos turísticos. Além da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, construída por Antônio Conselheiro, em 1885; há também a Praia de Jatubarana e a Piscigranja (sistema pesque e pague). 
 A Igreja de Nosso Senhor do Bonfim tem 260 metros quadrados de área e possui cobertura em telha colonial, sobre estrutura de madeira e piso de mármore. Em bom estado de conservação, tem no altar-mor a imagem do Senhor do Bonfim, protegido por redoma de vidro e madeira entalhada. À direita, existe uma imagem do Sagrado Coração de Jesus e, à esquerda, uma gruta com a imagem de Nossa Senhora de Lourdes, ambas moldadas em gesso. A igreja permanece aberta diariamente, das 17 às 20h.

Biritinga


A cidade pertence à microrregião de Serrinha, de onde foi desmembrada em 1962. Em tupi, Biritinga significa "cana branca". O povoamento que deu origem ao município foi fundado em 1822, por João Pedreira Lobo. Em abril de 1891, um terreno doado por Antônio Martins de Cerqueira possibilitou a construção da capela de Nossa Senhora de Belém, cujas primeiras pedras foram colocadas por Antônio Conselheiro.

 O calendário festivo do município é bastante diversificado, com ênfase na festa de São Sebastião, em 20 de janeiro, com leilões, procissões e o famoso acompanhamento para a Tapera. Há também a festa da emancipação política, em 23 de abril, as festas juninas, a Independência do Brasil, com o tradicional desfile, e a festa da padroeira Nossa Senhora de Belém, em 8 de dezembro.
Olindina


O primeiro nome da cidade foi Mucambo, depois Nova Olinda e, por fim, Olindina. A história deste município remonta às três décadas finais do século XIX e está diretamente relacionada à Guerra do Paraguai, quando, por força de hábito da época, o Dr. Pedro Ribeiro de Araújo, médico-chefe do hospital para feridos de guerra, foi agraciado com as terras da atual Olindina, onde tomou posse, batizando o lugar de Fazenda Mocambo (em razão do nome originalmente atribuído ao local) e à Guerra de Canudos.

 Em 1882, quando o Conselheiro passou pelo município de Itapicuru, do qual Olindina fazia parte, à época, construiu também uma capela dedicada a São João Batista, depois mudada para Nossa Senhora da Conceição. Na cidade é realizada anualmente uma movimentada Micareta, que atrai pessoas de diversas cidades, inclusive do estado de Sergipe.
Ribeira do Amparo


 Outro ponto de parada de Antônio Conselheiro, Ribeira do Amparo teve origem no povoado de Ribeira do Pau Grande. No final do século XIX, este município passou a chamar-se Vila do Amparo. Em 14 de agosto de 1958 ganhou sua emancipação política e foi denominada Ribeira do Amparo.

Esplanada


O município de Esplanada tem sua origem no arraial pertencente ao município do Conde. O progresso da cidade está vinculado à chegada da estrada-de-ferro, antiga Viação Férrea Leste Brasileira, hoje Ferrovia Atlântica, cujo final de linha se destinava à localidade vizinha de Timbó, onde Antônio Conselheiro construiu o primeiro cemitério. 

 O Arraial de Esplanada foi convertido em cidade em 1931. Em julho do mesmo ano, foi anexado ao seu território o município de Vila Rica e criada uma subprefeitura na antiga Vila Rica. Atualmente, o município de Esplanada é composto pela sede e os distritos de Palame e São José do Mucambo.
Entre Rios

A primeira exploração das terras de Entre Rios ocorreu no século XVI, com concessão de sesmarias à Casa da Torre de Garcia D’Ávila. Às margens dos rios Joanes, Inhambupe e Itapicuru foi iniciada uma povoação e erguida uma capela. Pouco tempo depois foi criada a freguesia de Nossa Senhora dos Prazeres de Inhambupe. A vila foi criada em 1872 e, um ano mais tarde, o município, com o nome de Entre Rios, foi criado a partir do território desmembrado de Inhambupe.

FONTE: http://bahia.com.br/roteiros/os-caminhos-de-conselheiro/ 

Guerra de Canudos 2: A História dos Vencidos


canudos.jpgA Canudos de hoje está a 15 km da velha Canudos, e vive da pesca de tilápias e tucunarés do açude de Cocorobó e do cultivo de sementes na área aproveitada do perímetro irrigado pelo açude.  O Centenário de Canudos foi comemorado em 1997. Decorridos mais de cem anos dos dramáticos episódios nos sertões da Bahia, prosseguem os esforços de estudiosos, brasileiros e estrangeiros, para descrevê-los e interpretá-los, tentando vencer a dicotomia entre o real e o imaginário que o caso histórico sempre ensejou.
A Igreja hoje já tem outro discurso: “ O Conselheiro era um homem fantástico. Estamos resgatando a história dos vencidos”, garante o Padre João Antônio, numa visão que faria arrepiar D. Luís, Arcebispo da Bahia, que, em 1882, proibia os paroquianos de ouvir as pregações do Conselheiro.
A cidade já se acostumou com os forasteiros. “O movimento tem aumentado muito nos últimos anos”, diz Jailda Oliveira, dona do Hotel São João Batista, onde se hospedou o escritor peruano Mário Vargas Llosa, enquanto escrevia A Guerra do Fim do Mundo, sobre a tragédia de Canudos, lançado em 1981, e traduzido para mais de 15 idiomas. O pai de Jailda, João da Guerra, sabia muitas histórias e foi uma das fontes do escritor.
Canudos ainda vive meio isolada da capital. As emissoras de televisão só transmitem a programação do Rio e de São Paulo. Os jornais só chegam por encomenda. É preciso percorrer um trecho de 84 km de estrada de barro para alcançar a cidade. É no dia de feira, aos domingos, que a alma sertaneja se faz presente no centro da cidade. Raizeiros vendendo ervas medicinais, propagandistas com mala de cobra anunciando remédios milagrosos, e um grupo de zabumba saudando o padroeiro da cidade.
Do centro de Canudos se avista uma espécie de platô avermelhado, que se sobressai sobre uma planície, conhecido como Toca Velha. É morada da arara azul de lear, uma espécie de ocorrência restrita à caatinga. Nenhum caçador entra mais naquela área depois de um trabalho de conscientização desenvolvido pela fundação Biodiversitas para a conservação da diversidade biológica, com sede em Belo Horizonte. A fundação tem conseguido aumentar a população das aves, que estavam ameaçadas de extinção.

FONTE: http://bahia.com.br/roteiros/historia-dos-vencidos/ 

Guerra de Canudos 1: Turismo "amadurecido" e inspiração para a Balaiada

Canudos, um dos municípios mais pobres do semiárido, está entre as cidades beneficiadas pela decisão.
http://www.jornalgrandebahia.com.br/2012/08/
projeto-do-senado-inclui-vaza-barris-na-area-da-codevasf.html
A atual Canudos é a terceira Canudos da região. A primeira surgiu no século XVIII às margens do rio Vaza-Barris, a 12 km da localidade atual. Era uma pequena aldeia nos arredores da Fazenda Canudos. 
Com a chegada de Antônio Conselheiro e seus seguidores, em 1893, o lugar foi rebatizado como Belo Monte, e passou a crescer vertiginosamente. Calcula-se que no seu auge em 1897 contasse com 25.000 habitantes, sendo destruída pelo Exército durante a Guerra de Canudos(1896-1897). 
A segunda Canudos surgiu por volta de 1910, sobre as ruínas de Belo Monte. Seus primeiros habitantes eram sobreviventes da guerra. 
Depois de uma visita do presidente Getúlio Vargas, em 1940, decidiu-se construir um açude no local. Em 1950, com o princípio das obras de construção da barragem que inundaria o vilarejo, os habitantes começaram a sair, partindo para outras localides da região, principalmente BendegóUauáEuclides da Cunha e Feira de Santana
Além disso, um novo vilarejo formou-se aos pés da barragem em construção, numa antiga fazenda chamada Cocorobó, a 20 km da segunda Canudos. Com o término das obras, o local onde ficava Canudos desapareceu por sob as águas do açude de Cocorobó em 1969. Um pequeno bairro do vilarejo ficou fora das águas, e hoje é chamado de Canudos Velho. 
O vilarejo de Cocorobó tornou-se município em 1985 e, aproveitando a fama do nome, foi batizada de Canudos, tornando-se assim a terceira cidade com este nome.
http://www.onordeste.com/blogs/index.php?titulo=Com%20a%20estiagem,%20cidade%20de%20Canudos%20volta%20a%20aparecer%20ap%C3%B3s%2017%20anos&notid=11273&id_user=17
Entre 1994 e 2000, as ruínas da segunda Canudos puderam ser vistas no interior do açude, nas épocas de seca.

Pontos turísticos

Seus maiores pontos turísticos são:
  • Parque Estadual de Canudos, que preserva alguns pontos onde ocorreram as batalhas da Guerra de Canudos, dentre eles o Alto do Mário, o Alto da Favela e a sede da Fazenda Velha - onde morreu o Coronel Moreira César, conhecido como o corta-cabeças, em sua desastrada tentativa de conquistar Canudos.
  • o IPMC - Instituto Popular Memorial de Canudos, que preserva o Cruzeiro de Antônio Conselheiro crivado de balas durante a guerra, além de uma coleção de arte popular inspirada na história do Belo Monte e uma pequena biblioteca sobre a guerra de Canudos e questões camponesas.
  • o Memorial Antônio Conselheiro, mantido pela UNEB, que guarda achados arqueológicos da região, além de algumas roupas e máscaras usadas na produção do filme "A Guerra de Canudos" de Sérgio Rezende.

Ver também




FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Canudos 





Nova Jerusalém, em Pernambuco, modelo para o Projeto Balaiada:

Foto: Divulgação.



Já começaram os preparativos e os ensaios da Paixão de Cristo 2015 em Nova Jerusalém.  O evento é realizado no período do Feriado da Semana Santa e a data de início este ano é 28 de março a 4 de abril de 2015.
Como sempre, a Paixão de Cristo reunirá grandes atores e atrizes locais, além de atores de renome nacional.  O evento começa todos os dias às 18 horas.
Os ensaios com os figurantes que devem fazer o papel do povo de Jerusalém estão marcados para começar no dia 19 de abril.
A Paixão de Cristo em Nova Jerusalém reúne todos os anos milhares de pessoas de cidades vizinhas e de estados próximos, e promete uma experiência incrível.
Confira o trailer da Paixão de Cristo de 2015 em Nova Jerusalém:
Confira o mapa da Cidade Teatro, onde acontece a Paixão de Cristo:
Foto: Divulgação/Paixão de Cristo.
Foto: Divulgação/Paixão de Cristo.

O espaço tem uma área de 100 mil metros quadrados, o que equivale a 1/3 da murada original de Jerusalém, reproduz cenários originais e conta com 9 palcos.

Atores da Paixão de Cristo 2015

Foto: Divulgação/MG Comunicação.
José Barbosa será Judas na Paixão de Cristo 2015. Foto: Divulgação/MG Comunicação.
Confira os principais atores selecionados para participar da Paixão de Cristo 2015 de Nova Jerusalém:
Igor Rickli – Jesus
José Barbosa – Judas
Carlos Reis – Herodes
Camila Sales Luna – Madalena
Ricardo Mourão – Caifás
Ednaldo Lucena – sacerdote “Anás”
Lúcio Lombardi – “Príncipe”
Eduardo Japiassu – Fariseu
Júlio Rocha – apóstolo Pedro
Pascoal Filizola – apóstolo João
Vicente Monteiro – José de Arimateia
Alexandre Sampaio – Nicodemos
André Riccari – Anjo
Humberto Martins – Pilatos
Paloma Bernardi – Maria
Thaiz Schmitt – Herodíades

Depoimentos dos atores que participaram da Paixão de Cristo:

A cada noite,  o espetáculo reúne e comove cerca de 15 mil pessoas. Cada espaço da cidade-teatro, que corresponde a cerca de um terço da cidade de Jerusalém na época de Jesus, é disputado pelo público que deseja acompanhar a vida de Cristo de perto.

Ingressos – Paixão de Cristo 2015
Os ingressos para a Paixão de Cristo 2015 podem ser adquiridos no site oficial do evento: www.novajerusalem2015.com.br.
Os preços dos ingressos para Paixão de Cristo, pode variar de acordo com o dia, confira abaixo:
Ingressos para Paixão de Cristo 28/03/2015 (Sábado) – R$ 120 – R$ 60 meia
Ingressos para Paixão de Cristo 29/03/2015 (Domingo) R$ 100 – R$ 50 meia
Ingressos para Paixão de Cristo 30/03/2015 (Segunda) – R$ 80 – R$ 40 meia
Ingressos para Paixão de Cristo 31/03/2015 (Terça) – R$ 80 – R$ 40 meia
Ingressos para Paixão de Cristo 01/04/2015 (Quarta) – R$ 100 – R$ 50 meia
Ingressos para Paixão de Cristo 02/04/2015 (Quinta) – R$ 100 – R$ 50 meia
Ingressos para Paixão de Cristo 03/04/2015 (Sexta) – R$ 120 – R$ 60 meia
Ingressos para Paixão de Cristo 04/04/2015 (Sábado) – R$ 100 – R$ 50 meia

FONTE: http://confiramais.com.br/paixao-de-cristo-de-nova-jerusalem/


SEMANA DA BALAIADA 2025

Neste ano de 2025 iniciamos um novo ciclo para o Projeto Balaiada.  Fundado em 2014, o ano de 2024 fechou o ciclo de 10 anos, com muitos ava...