quinta-feira, 14 de maio de 2015

I Encontro do Projeto Balaiada em Nina Rodrigues, 2015


CULTURA AGORA!
 
Prof. Jânio Rocha
A Prefeitura Municipal de Nina Rodrigues através das Secretarias Municipais de Cultura e Educação realizou no auditório da UAB, O PRIMEIRO ENCONTRO DO PROJETO BALAIADA, terça-feira, 12, evento este que deu início por volta das 08h00min com o término às 11h00min. O encontro teve como mediador o professor Jânio Rocha de Chapadinha – MA.
Prof. Maxwell
O Evento contou com a participação do Prefeito Riba do Xerém (PRB), secretários municipais, vereadores, associações, grupos culturais, músicos, escolas, enfim um público bem massivo.

Prefeito Riba do Xerém e o público
Riba do Xerém está bastante entusiasmado e investindo fortemente no projeto, pois acredita que o mesmo contribuirá bastante nos aspectos culturais e educacionais da população Ninense.
Na atividade de terça (12) estiveram presentes os secretários de cultura: Wilson Souza – Urbano Santos-MA, Lidiane – São Benedito do Rio Preto-MA, Valterlindo Silva – Vargem Grande-MA, além do Gestor Local Erickson Maxweell que está à frente do Projeto no Município.

Prof. Macêdo

  De acordo com Maxweell, esse projeto visa levar a todos os Ninenses o real significado da Guerra da Balaiada no Maranhão e em Nina Rodrigues, que acorreu de 1838 a 1841.
Contamos a partir de agora com gestores e professores das redes de ensino Municipal e Estadual para que os mesmos possam desenvolver este projeto dentro das salas de aulas.
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE NINA RODRIGUES
AVANÇANDO COM RESPONSABILIDADE
ADM: RIBA DO XERÉM

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Zona rural de Chapadinha (povoado Lagoa Amarela) é divulgada como um dos principais focos de resistência e atrativos turísticos da região da Balaiada

Na sequência de cima para baixo, os municípios
de Barreirinhas, Urbano Santos e Chapadinha
(montagem do roteiro turístico Barreirinhas -
Caxias para a Semana da Balaiada.
O referido roteiro incluirá o eixo horizontal Arari -
Parnaíba, passando por Itapecuru, Nina Rodrigues,
Brejo, São Bernardo e Tutóia. 
A força da identidade negra nas comunidades tradicionais quilombolas
Nas terras do Maranhão existem comunidades negras rurais habitadas por descendentes de africanos escravizados, denominadas de quilombos. O conceito de quilombo tem sido discutido a partir de um novo cenário das situações sociais com vistas ao acolhimento constitucional previsto pelo artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal de 88.
No inicio da década de 80 um grupo de pesquisadores estudava o sistema de uso comum da terra, e detectaram que os remanescentes de quilombo buscavam a titulação dos territórios que ocupavam a mais de cem anos. Essa reivindicação se baseava no dispositivo legal citado.
Hoje, essas áreas são chamadas de comunidades negras rurais quilombolas, ou, simplesmente Quilombos.
No Brasil existem mais de 1.200 quilombos, entre eles os de maior repercussão na época da escravidão foram os quilombos do Ambrósio (em Minas Gerais), Quariterê (Mato Grosso), quilombo de Limoeiro (Turiaçu) e quilombo de Lagoa Amarela (Chapadinha) estes dois últimos no Maranhão. Sendo que o quilombo de Lagoa Amarela foi de grande relevância na guerra da Balaiada, uma das maiores e mais significativas revoltas populares com ecos em todo o país. (http://www.forumcarajas.org.br/ , artigo: Quilombos: histórias de luta e resistência negra)


A luta dos negros no Maranhão por liberdade, assim como em todo o Brasil, teve início desde a chegada dos primeiros africanos escravizados. Capítulo importante nessa luta foi, sem dúvida, a fuga das senzalas para locais onde pudessem, livres dos grilhões, se organizar em comunidades, e assim, construir as condições de sobrevivência longe dos seus algozes. É importante destacar a figura do Negro Cosme pela sua preocupação com a educação: é dele a primeira iniciativa (registrada) da criação de uma escola no quilombo, em Lagoa Amarela, hoje pertencente ao município de Chapadinha. Mas, principalmente pela sagacidade de, sabedor da dificuldade de sucesso de uma luta organizada a partir do quilombo, ter aproveitado para engrossar as fileiras da Balaiada, somando aos interesses dos populares das cidades e aos dos vaqueiros as reivindicações quilombolas. 
(http://www.vermelho.org.br/noticia/210030-73)



É importante destacar, também, que a comunidade de "Anjicos", a 12 quilômetros de Chapadinha, também é citada como foco de resistência. 

Veja as localizações de Lagoa Amarela, Bom Sucesso, Anapurus, Mata Roma, Chapadinha e Anjicos: 
Fonte da imagem: professor Iranilton Avelar (Urbano Santos) 


Escolas de Ensino Fundamental e Médio podem promover conteúdos de Balaiada como tema gerador dentro do currículo, veja como...

"Todas as escolas públicas e particulares da educação básica devem ensinar aos alunos conteúdos relacionados à história e à cultura afro-brasileiras. Desde o início da vigência da Lei nº 10.639, em 2003, a temática afro-brasileira se tornou obrigatória nos currículos do ensino fundamental e médio.
Apesar disso, a maioria dos alunos ainda não conhece a contribuição histórico-social dos descendentes de africanos ao país. “A lei não foi implementada de maneira a abarcar todos os alunos e professores. O que há são ações pontuais de iniciativa de movimentos negros, do MEC ou de universidades federais”, informa a coordenadora-geral de diversidade e inclusão social da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), Leonor de Araújo.
Para mapear e ampliar as iniciativas de implementação da lei, a Secad, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), realizou uma oficina esta semana, em Brasília. “Queremos traçar estratégias para criar políticas comuns a fim de que a lei alcance a todos”, afirma Leonor.
A Lei nº 10.639/2003 acrescentou à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) dois artigos: 26-A e 79-B. O primeiro estabelece o ensino sobre cultura e história afro-brasileiras e especifica que o ensino deve privilegiar o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. O mesmo artigo ainda determina que tais conteúdos devem ser ministrados dentro do currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística, literatura e história brasileiras. Já o artigo 79-B inclui no calendário escolar o Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro. [...]" (FONTE: http://portal.mec.gov.br/index.php?id=9403&option=com_content&task=view 
- Maria Clara Machado)
A história da Balaiada incluiu o contexto da vivência e exploração dos negros no Maranhão e sua tentativa, no movimento, de resistir a essa situação e libertar-se do jugo opressor. 
Negro Cosme simboliza, no movimento, o líder, o herói negro que, até hoje, não é devidamente valorizado pela cultura e sociedade maranhense e brasileira. 
O dia 20 de novembro é uma data crucial para a celebração da consciência cidadã relacionada aos afrodescendentes e essa temática pode começar nesse período e chegar à sua culminância por ocasião da semana da balaiada, de 7 a 13 de dezembro de cada ano. 
Em muitas escolas de nosso país e, em especial, do Maranhão, o dia 20 de novembro é celebrado com apresentações teatrais, danças, palestras, paródias e muitas outras atividades. O Projeto Balaiada vem aqui propor uma integração de tais atividades à Semana. 
IMAGENS: 
http://arquivo.geledes.org.br/areas-de-atuacao/educacao/lei-10-639-03-e-outras/906-mec-lanca-plano-nacional-para-impulsionar-lei-que-obriga-o-ensino-da-historia-e-cultura-afro-brasileira 
http://ctbminas.blogspot.com.br/2013/05/deputados-e-educadores-cobram-ensino-da.html 
http://guerras.brasilescola.com/seculo-xvi-xix/a-guerra-balaiada.htm

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Balaiada: a guerrilha sertaneja

Por: Claudete Maria Miranda Dias 



 Para abordar a Balaiada é preciso compreender o contexto histórico no qual ela se insere: o processo de lutas pela emancipação política do país, que vem desde as conjurações do final do século XVIII e se estende até meados do XIX, quando se consolidou a monarquia constitucional. É uma delimitação que procura resgatar os diversos conflitos e mobilizações populares verificados no período, fugindo dos marcos da historiografia tradicional que “aprisiona os historiadores na constelação dos seus objetivos metodológicos e que determina a forma e o conteúdos das pesquisas” (De Decca, 1981: 14). 

O processo da Independência foi longo, penoso e violento, permeado de manifestações em várias províncias. O grito do Ipiranga constituiu-se em uma forma encontrada pelas elites para frear as idéias revolucionárias, manter a dinastia, os privilégios do antigo sistema colonial e garantir os interesses econômicos. O movimento de independência foi “um complexo processo no qual lançam suas raízes todos os desenvolvimentos decisivos ulteriores da sociedade brasileira” (Fernandes, 1976: 71).

Para Caio Prado Jr. a Independência teve a feição de um “arranjo político” articulado à revelia da sociedade brasileira. A grande propriedade não foi tocada; permaneceu a mesma estrutura de produção escravista e foi a oportunidade para a afirmação no poder local dos grupos proprietários de terra e de escravos e dos comerciantes, principalmente a partir da deposição de D. Pedro I em 1831. 
Esta decorreu da teimosia do Imperador que não cedia aos interesses das oligarquias brasileiras e insistia em governar com o apoio dos portugueses, inaugurando a Regência, uma das fases mais violentas do século XIX, e que “dá acabamento ao processo de Independência, definindo o campo e as formas políticas que ocupam e dão fisionomia ao estado em nosso país” (Sodré, 1979: 249). 

Um estado elitista e autoritário, instrumento dos grupos dirigentes da época que “assumiram os novos papéis políticos e jurídicos ou administrativos em todas as esferas da organização do poder” (Fernandes, 1976: 16). 
A sociedade brasileira da primeira metade do século XIX permanecia com as mesmas características dos tempos coloniais e no Piauí não era diferente: grande parte da população era escrava, e quando livre, vivia em péssimas condições de pobreza, sem acesso ao trabalho e à terra.
O passado histórico da sociedade piauiense é marcado por lutas e conflitos sangrentos, constantes desde os tempos de sua colonização, quando a população nativa foi morta, escravizada, aldeada e expulsa para dar lugar às grandes fazendas de gado. A guerra contra a população nativa foi longa e cruenta. O branco colonizador implantou uma estrutura baseada na pecuária extensiva, predadora e escravista - durante muito tempo a principal atividade econômica da província. É a partir dessa época que surgem os grupos sociais: de um lado, os donos das fazendas, grandes sesmeiros, formando as camadas dirigentes; de outro, os posseiros, os vaqueiros, lavradores e escravos, as camadas populares inseridas em uma sociedade em transição cuja “superestrutura política já não correspondendo ao estado das forças produtivas e à infra-estrutura econômica do país se rompe, para dar lugar a outras mais adequadas às novas condições econômicas ...” (Prado Jr., 1979: 47). 
Essa transição corresponde à crise do sistema colonial, às lutas pela independência e à formação de um Estado Nacional excludente do direito à cidadania e do acesso à terra para a imensa maioria da população pobre. É essa população pobre que explode em manifestações de descontentamento durante toda a Regência, como na Balaiada.

Fonte: http://r1.ufrrj.br/esa/V2/ojs/index.php/esa/article/viewFile/73/69 

segunda-feira, 20 de abril de 2015

ITAPECURU NA BALAIADA

Por:  Tiago de Oliveira Ferreira

A cidade de Itapecuru-Mirim no vale do rio possuiu a maior concentração de escravos do Brasil no período, no período imperial  propiciando as insurreições de escravos durante a Balaiada e culminando com o enforcamento do seu maior líder o “Negro Cosme” para servir de exemplo para os seus pares.           
Cemitério dos bem-te-vis no Povoado Mirinzal a cerca de vinte e três (23) quilômetros da sede do município de Itapecuru-Mirim, o povoado fica às margens da BR 222, o referido cemitério fica a apenas trezentos (300) metros da mesma. Este local recebeu este nome em virtude de durante a Guerra da Balaiada ter ocorrido um embate entre as tropas legalistas e as revolucionárias, sendo que alguns bem-te-vis mortos teriam sido enterrados neste local, batizando o mesmo.
Pedra fundamental da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores do Itapecuru-Mirim, que fora lançara por Luís Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias, durante sua estada em terras itapecuruenses. Sendo que o futuro Duque fez uma grande doação em dinheiro e do seu próprio bolso para a construção da mesma, mais que segundo alguns historiadores o real motivo de tal benevolência era colocar toda a população local contra o “Bando de Negro Cosme”. A imagem ao lado é da referida Igreja anos cinquenta (50) do século XX.            
Casa de Cultura de Itapecuru-Mirim, Professor João Silveira, que serviu de Cadeia Pública para o município de meados do século XIX até quase o final do XX, neste local Cosme Bento das Chagas o “Negro Cosme” foi preso, julgado, condenado a morte em 05 de abril de 1842 e enforcado em frente à mesma em setembro de 1842.


segunda-feira, 13 de abril de 2015

I Encontro de trabalho do Projeto Balaiada realizado em Chapadinha



Aconteceu no auditório da prefeitura de chapadinha o I encontro de trabalho de 2015,sábado, 11, evento este  que deu inicio por volta das 14:00hs  e finalizando às 18:00hs.O projeto Balaiada que tem como incentivador  o professor Jânio Rocha.

De acordo com as informações e que este encontro foi para avaliar o que  já esta sendo  feito em relação  aos projetos e também  traçar metas com os representantes de cada município que já aderiram o projeto Balaiada. Em conversas com alguns participantes diz que  o objetivo deste encontro é levar este projeto para os professores da rede de ensino Municipal e Estadual e que os mesmo possam desenvolver este projeto dentro das salas de aulas.

Após serem colocados este projeto em sala de aula  os alunos das redes de ensino fará varias apresentações em cada município no II seminário sobre a Balaiada que  será realizado no dia  07 a 12 de dezembro em um município a ser definido.

No evento de ontem (11) estiveram presentes representantes de diversos municípios Anapurus, Nina Rodrigues, Vargem Grande e a cidade anfitrião chapadinha, e além  dos representantes de Itapecuru-Mirim sende este representado pela Srª Jucey Santana ,a professora Assenção Pessoa,Célia Lages,Telmar Félix representando a comunicação de Itapecuru e o Williame.De acordo com as informações esse projeto visa levar a todos maranhenses o real significado da guerra da Balaiada no Maranhão, que acorreu em 1838 a 1841.

Da Redação

domingo, 5 de abril de 2015

Descoberta "trincheira" da Balaiada na zona rural de Vargem Grande

Mapa rústico do Rio Guará
(vale lembrar que abaixo é a nascente)
Em contato com moradores das imediações dos povoados de "Alegrete" e "Olho D'água seco", na zona rural de Vargem Grande-MA, tivemos a informação de que na localidade encontram-se ruínas de uma trincheira em que os antigos moradores atribuem ser referente a uma "dita guerra que houve por estas bandas do Maranhão". 
A trincheira guarda um riacho e próximo uma mediana nascente que abastece um dos principais rios da Bacia do Munim, a saber, o rio Guará, na zona rural de Vargem Grande. 
Vale lembrar que o referido rio compõe a Bacia do Rio Munim que, juntamente com o rio Preto, confluem para Nina Rodrigues (antiga Vila da Manga), onde houve o estopim da Guerra da Balaiada. 
A trincheira encontrada está voltada a proteger o riacho e a nascente, bem como está direcionada a um possível ataque ao rio Guará, devido seu posicionamento estratégico de defesa e de ataque em relação às forças nacionais. 
Relatos de moradores de Nina Rodrigues e de Chapadinha também apontam para a existência de outras trincheiras, especialmente próximo a fontes de água. 
Segundo informações de pessoas conhecedoras da formação militar, as estratégias de guerra incluem o conhecimento e o domínio das vias e fontes de água potável para os grupos e tropas. Isso, segundo ele, constitui-se algo fundamental para o sucesso de uma empreitada militar. 
Mais à frente, em outra postagem, trataremos de estratégias militares e suas possíveis aplicações na Guerra da Balaiada. 


Obs.: em breve publicaremos as fotos da trincheira propriamente dita.

SEMANA DA BALAIADA 2025

Neste ano de 2025 iniciamos um novo ciclo para o Projeto Balaiada.  Fundado em 2014, o ano de 2024 fechou o ciclo de 10 anos, com muitos ava...